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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Telegrama


Esqueço a sombra nos teus passos
para que não emudeça o eco das horas!

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Telegrama


Talvez consiga tirar-te dos meus dias,
mas não sei se dos meus sonhos...

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Desejo em jeito de telegrama


Não antecipes a chegada ao destino de que não podemos fugir.
Não precipites a vida que te pertence.
Sê livre! Depende de ti!

terça-feira, 8 de junho de 2010

O postal que não escrevi


O sol põe-se lá longe, para onde a seara foge da noite. Um rebanho parece temer que as espigas se incendeiem, enxameando o céu e distanciam-se do horizonte. Oiço um galopar seco, mas não descubro a montada. Talvez seja o meu coração… Espero. No alpendre, alongam-se as sombras dum arvoredo que traçam linhas paralelas, na cal das paredes; silhuetas incógnitas que imprimem a sua presença como se decidissem ser réguas a orientar os limites do dia. Numa mesa, não muito distante, repousa uma taça envolvida em vidro. Roubo-lhe um recheio de fruta envolto em chocolate. Na primeira mordedura percebo ter-me equivocado na escolha. Eram os teus lábios que desejei sentir derreter na minha boca. Lá dentro ouve-se o movimento que prepara o jantar. Espero. O sol já não se vê quando um bando de grifos rasga o céu. Segue-o um cavalo em corrida determinada. Ou será um coração?... As cigarras introduzem a chegada da noite. Sinto-a acomodar-se no meu colo. Passo-lhe a mão pelos cabelos que não existem. Espero. És tu que, à noite, te deitas em mim. Oiço risos lá dentro. Os talheres e os vidros ensaiam um recital não composto. E eu espero. Que me chames. Para dentro. Para me acordares deste sonho. Onde te espero.

terça-feira, 9 de março de 2010

Post it


Quando o teu olhar se mareja em felicidade, não são lágrimas que jorram, mas cristais de diamante que desejo sorver para guardar
num cofre alojado no meu peito.