© Neil-Claydon
Procuro no areal, as pegadas que a onda apagou,
mas os teus passos não regressam depois que a maré vazou,
resta-me inventá-los na espuma adormecida
que o sal dos teus beijos, nos meus lábios deixou…
Uma calçada para subir com o fulgor da paixão e descer com a convicção de regressar. Um espelho de momentos de contemplação, em que sentado num degrau observo, ouço e sinto privilégios que me sejam concedidos. Um lugar de recato onde semear divagações será a forma de descobrir novos caminhos.