terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Limitação


escondo-me
no recanto de teu olhar
com que espreitas a cegueira 
de não me veres
defronte de ti
na saudade de te alcançar
em mim.


domingo, 16 de dezembro de 2012

A[r]ma[r] [a]o Jogo



vou procurar-te um coração no olhar,

apostar nas copas de teu peito
e ganhar a cor do ouro
com que me jogarás a noite!


sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Se...

© kiti

se me deixasses entrar em ti...
como às palavras que em mim acirras 
por te desejar
mas permanecer,
sem saber por onde te abres 
em portada, para me acolher.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Tardar


subo o olhar até aos lábios
que te secam
por tardares a permissão de desaguar
em rio,
na tua boca.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Amar_ar


esqueci-me que o mar é, tão só, um livro onde fechamos o olhar antes de nos deixarmos invadir pelas páginas de quimeras... por enfrentar.

sábado, 8 de dezembro de 2012

Cegueira


cego-me nas noites em que o teu corpo no meu,
apenas me deixa ver um nó imutável.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Sombras


sombras,
tão só sombras,
que rumo tomou a luz?...


quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Joaquim Benite [1943 - 2012]


há quem nasça guerreiro porque a natureza o fez fibra em filamentos de coragem e força.
há quem lute por amor e nele [se] edifique. 
há quem nunca deixe de o ser!

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Antecipação


no meio de tanta agrura, toda a atenção confluía para aquele quadro vivo, onde a música fecundava o olhar. tudo parecia perfeito. tão perfeito quanto só o pode ser o instante que antecipa a destruição final.

domingo, 2 de dezembro de 2012

Finitude(s)


como se fosse promessa, soletra as memórias e encaixa-as em metáforas. possam os versos ser geometria de múltiplas relações que lhe atravessam o passado. descrava-as da carne que não sabe a quem pertence, mas é seu o sangue que lhe escorre nas mãos. fios de vida extorquidos à eternidade com que se faz finita cada aventura, cada paixão, cada luta, cada história. efémeros como o inspirar que lhe é sobrevivência e subserviência.
clama: perpétua é a morte! que me apagará a confissão do futuro, como um sonho inalcançável.