Uma calçada para subir com o fulgor da paixão e descer com a convicção de regressar. Um espelho de momentos de contemplação, em que sentado num degrau observo, ouço e sinto privilégios que me sejam concedidos. Um lugar de recato onde semear divagações será a forma de descobrir novos caminhos.
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
Retiros
o sol de agosto atravessou as mulheres até recônditas palavras guardadas pela timidez ou precaução. nas suas sombras, gotas de sangue... de vontades feridas pelo silêncio, ou talvez sinais de um parto, de um poema por acontecer.
sexta-feira, 15 de novembro de 2013
Permissão
deixa-me gritar o poema, com a força do sangue e o apego das veias que o disfarçam. deixa-me sangrar o desfibrar das palavras, tocadas pelos teus dedos indiscretos, que com prudência se intrometem entre as vocações dos meus pensamentos e se calam com o olhar de quem sonha. deixa-me gritar. baixinho. como quem sussurra, ilicitamente, o que deseja ser ouvido. mas não diz...
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
Paisagem Transfigurada
© Samanta
pétalas de sangue
choravam-lhe das mãos,
sobre um arco imperfeito de luz
caíam-lhe aos pés
troncos de uma floresta,
sem céu.
alvos são os lábios
de um coração
anémico de poesia
em hemorragia de tristeza.
folhas vermelhas
eram lágrimas de um solo
viúvo de sol.
fazia-se noite
nas pegadas da história.
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
domingo, 25 de agosto de 2013
Corrente
despe-me as palavras e, mais do que a pele, ver-me-ás o sangue.
despede-me das palavras quando, mais do que pele, me sentires sangue.
... a correr dentro de ti.
domingo, 18 de agosto de 2013
Voo estreitado
falaste-me
da riqueza dos humanos
e dos sonhos dos pássaros,
da irracionalidade dos instintos
e do horizonte desmesurado dos pensamentos,
e eu balancei
entre os desejos
de uns braços abertos em voo
e os de umas asas fechadas em abraço.
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Não me chames!
não me chames se não me sabes o nome!
ou se o sabes, não o conseguires demorar na tua boca!
sábado, 10 de agosto de 2013
Contar
© Longing
contei-te os minutos
e depois os passos
e as pétalas caídas dos poemas,
uns já escritos, outros por ler
e outros ainda por ser,
contei-te as tardes, as paixões e os erros
das noites por adormecer
e contei-te os corpos
e depois as febres
e ainda os fogos acesos em incontáveis esperanças por apagar.
contei-te tanto de mim
sem que entendesses
que as histórias não se contam
porque o seu infinito termina
na matemática de quem as não sente.
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
Desafio
não sei! não sei o que chamar a esta tentação de aqui vir namorar-te as palavras e depois... depois deixar pedaços de mim, na ânsia de provar teu olhar sobre estilhaços do meu sentir...
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