terça-feira, 2 de outubro de 2012

Ao vento


regresso-te ao corpo
- como o veleiro elege marés
onde amaina em tempestades -,
ventos de desejo
sopram-me segredos de sonhos desfraldados,
fundeio-me em ti,
entrego-te a minha âncora.

apaga[-me] o mapa da partida!

2 comentários:

Dete disse...

Que lindo! Geralmente passo pelo seu blog, respiro um pouquinho de beleza e vou embora, sentindo-me muito melhor. Obrigada por compartilhar essas poesias tão bonitas e esse website tão elegante. Gosto muito das fotos e do design.

M.Silva disse...

Cremo-nos deuses, mas soçobramos. tantas vezes em mares bem calmos...porque o desespero, esse, mora bem dentro de nós.