terça-feira, 16 de setembro de 2014

Por vezes...


trazes o cheiro a terra molhada
e versos, que não sabes,
escrevem-te desejos moldados ao corpo.
amanheces cores de madrugada
e eu lavo, em ti, meu olhar.
voa-te dos dedos a intransigência dos gestos,
mil vezes ensaiados em lençóis de linho vazio.
pouso a vida num teorema adiado
e desfaço em sementes o manto de solidão
... enquanto dizes bom dia
e me fazes caminho.

2 comentários:

Graça Pires disse...

Chegou-me aqui o cheiro da terra molhada e fiz-me caminho também...
Um belo poema.
Beijo.

© Piedade Araújo Sol disse...

ternuras escritas....

:)