segunda-feira, 20 de junho de 2011

Grãos de inspiração

© GilG

Colho a voz
no Outono do poema,
entre sargaços de versos
descubro a bruma
onde a solidão
se disfarça de noite,
oiço um rio
a que alguns chamam inspiração,
inspiro o silêncio
que alaga as palavras
e dou voz ao peito
onde a mágoa se acoita,
escondida dum vento
varredor de searas
por entre estrofes debulhadas,
ensaiando a nudez
do desejo,
tacto de novo cântico.

2 comentários:

AnaMar (pseudónimo) disse...

Regresso às leituras
das letras com que me encanto
descubro-te a cada sílaba soprada
na(s) voz(es) que dás
ao cântico
onde a magia
é
(meu) refugio.

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Caminheiramigo

Gosto deste poema; gosto mesmo muito. Sou mais de prosa, mas a boa poesia também me encanta. É o que me acontece agora com estes teus versos. Transcrevo:

... por entre estrofes debulhadas,
ensaiando a nudez
do desejo,
tacto de novo cântico.


Obrigado pelo que me (nos) ofereces.

Já te sigo; espero por ti na minha Travessa que será também tua, se o quiseres.

Abç