quinta-feira, 20 de março de 2014

A tua mão


a tua mão
esquecida sobre o meu peito...
esfriando na distância,
derrete a insistência de um fogo
há muito extinto,
congela horas cheias de vazio;
a tua mão
esquecida sobre o meu peito
é a fragilidade de abandonarmos vida.


1 comentário:

Alice Coelho disse...

Há dias que não são dias, começam com o cheiro do éter e acabam com o sabor do cansaço, em que os abraços se desatam e os beijos se escapam.
Não há alegria nem tristeza, nem esperança ou consolo, um sorriso de criança, um selo na vida, um aconchego no colo, um olhar perdido, um silêncio que se descobre, uma verdade dita e uma palavra que transforma a emoção sentida em mistérios cheios de luz, no adeus da partida.

AC _________ Alice Coelho.