quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Poema sem destino

imagem recolhida aqui

No braço duma guitarra desprevenida
deitei meu poema magoado,
corriam horas pela noite perdida
gritos dum corpo assolado



Gemeram minhas mãos pelas cordas
feridas de palavras enleadas,
juras de tempo que não bordas
num futuro de orlas abandonadas.

Silencia o trinar das vielas,
soçobra o presente indomado,
cerram-se noctívagas janelas
na melodia que me traduz o fado.

2 comentários:

nydia bonetti disse...

belo! abraço.

alice disse...

o fado é um poema em estado bruto. gosto de ouvir e sentir. um beijinho.