sábado, 5 de junho de 2010

Desejo


Que nunca o teu corpo onde me desejo
seja o poema, por mim, esquecido de escrever
e as lágrimas, que o pranto solta no leito,
continuem, mesmo para além das rugas,
a ser embebidas pela tua pele
quando no meu pôr-do-sol
as tuas mãos forem a lua onde me beijo.

2 comentários:

Luz disse...

Que nunca deixemos de ser poema esquecido onde nos deleitamos no simples desejo de um beijo...

Abraço da Luz

© Piedade Araújo Sol disse...

sem palavras!

apenas que está perfeito!

beij